5. Precisamos mesmo encarnar o advogado do diabo?

Por alguns séculos existiram pessoas designadas pela igreja a confrontar com ceticismo os novos candidatos a santo. Procurar falhas no argumento e inconsistências nas provas: essas eram as funções do promotor da fé, conhecido popularmente como advogado do diabo.

Esse peculiar ofício foi abolido em 1983. Seu legado, não.

Ao lembrar a última conversa em que uma pessoa, subitamente, resolveu defender um ponto de vista em que não acreditava, apenas para testar um argumento, fiquei incomodado. Ela queria parecer zelosa. Soou traiçoeira.

Costumava fazer o mesmo. Comigo e com os outros. A preocupação em excesso com planos detalhados me travava. O medo do incerto me fazia assumir uma postura defensiva. Por reflexo, criticava com acidez qualquer ato de mudança. Estava cego para o novo.

Encarnava ali o papel do advogado do capiroto.

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4. Não alimente o monstro-lista

Parei para pensar na quantidade de listas que fazia diariamente.
De convidados 
De compras
De tarefas a fazer
São tantas que poderia listá-las.

Quanto mais as fazia, menos vontade tinha de cumpri-las. É como se já acordasse com uma dívida, e quitá-las fosse o grande desafio do dia. Quando dou conta delas me sinto produtivo. Quando não, bate uma deprê. Pois a lista do dia seguinte começará maior do que o esperado.

Sem notar começava a alimentar um monstro.

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3. Apresentações que não dão sono: como fazê-las?

Durante os meus anos como aluno do ensino médio e de graduação, me deparei com boas aulas e com aulas cansativas. Ao lembrar os motivos pelos quais essas aulas ruins ficaram gravadas no meu inconsciente, notei que quase todas tinham uma característica em comum: slides tenebrosos e soníferos.

Por isso, ao receber o convite da Manu Cunhas, amiga dos tempos da faculdade, hoje professora no Curso de Design da UDESC, não pensei duas vezes em aceitar o desafio de mostrar para seus alunos que é possível um mundo sem PPT enfadonhos.

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2. O fluxo das 3 Forças

Quantas vezes já mudamos de trabalho com a esperança de começar uma nova – e promissora – carreira? Por que a sensação de insatisfação reaparece, mesmo ganhando bem e trabalhando com projetos incríveis? A jornada em busca da atividade profissional ideal pode durar uma vida inteira, e talvez nunca ter sucesso. A boa notícia que trago é: o seu trabalho ideal realmente não existe – mas ele pode ser criado.

Quando seu pai e sua mãe te colocaram no mundo eles tinham um plano: te levar do jardim de infância até o primeiro emprego. E você não só cumpriu essa missão, como fez uma boa faculdade, foi um bom filho, arranjou um emprego. Motivo de orgulho para a família.

Mas ainda falta algo.

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1. Da ideia ao negócio digital

Em setembro de 2013, fui convidado para inspirar os alunos do curso de Administração da Universidade de São José. Como o evento era voltado para alunos no começo do curso, a ideia foi começar do começo, mostrando que a jornada de quem pretende empreender não será nada fácil. Mas será empolgante, e trará aprendizados valiosos para a carreira de qualquer profissional.

Um dia especial, até por que, a primeira palestra a gente nunca esquece.

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