14. Notas ~ Bando 2

I.
É tentador menosprezar um aforismo pelo seu tamanho compacto. Foi com Nietzsche e Taleb que me abri para esse quase-poético gênero literário:

“Por que não se lêem mais os grandes mestres da sentença psicológica? Sem qualquer exagero: o homem culto que tenha lido La Rochefoucauld e seus pares em espírito e arte é coisa rara na Europa; e ainda mais raro aquele que os conheça e não os insulte.” (Nietzsche)

“Bem cunhado e moldado, um aforismo não foi ainda ‘decifrado’, ao ser apenas lido: deve ter início, então, a sua interpretação, para a qual se requer uma arte da interpretação.” (Nietzsche)

“Aforismos são diferentes de textos convencionais. O autor recomenda ler não mais do que quatro aforismos de uma só vez. É preferível selecioná-los aleatoriamente.” (Taleb)

Vida longa a Machado, Goethe, Balzac, Baltasar Gracián e Joseph Joubert!

II.
Se encararmos a cultura com um cultivo da nossa personalidade; na auto-educação como um esforço para superar nossa ignorância; e na felicidade como a sensação confortável de aceitar quem se é, descobriremos que é no silêncio da solidão que cultivamos nossa paz de espírito, por tanto, é preciso proteger esses momentos preciosos com o empenho de um sentinela ao proteger o sono de uma criança.