Fluxo das 3 forças

Por Ítalo Mendonça

Quantas vezes já mudamos de trabalho com a esperança de começar uma nova – e promissora – carreira? Por que a sensação de insatisfação reaparece, mesmo ganhando bem e trabalhando com projetos incríveis? A jornada em busca da atividade profissional ideal pode durar uma vida inteira, e talvez nunca ter sucesso. A boa notícia que trago é: o seu trabalho ideal realmente não existe – mas ele pode ser criado.

Quando seu pai e sua mãe te colocaram no mundo eles tinham um plano: te levar do jardim de infância até o primeiro emprego. E você não só cumpriu essa missão, como fez uma boa faculdade, foi um bom filho, arranjou um emprego. Motivo de orgulho para a família.

Mas ainda falta algo.

A felicidade plena parece estar no próximo final de semana, nas próximas férias, em uma praça em Barcelona, numa empresa estilo Google… Em qualquer outro lugar onde você não está agora. E é pra lá que nós vamos. Pra bem longe daqui.

Até que um dia a ficha cai e uma voz sedutora dentro da gente começa a sussurrar:

“Larga tudo, bicho. Vai ser feliz. De verdade.”

A gente realmente vai, quando tem vinte e poucos anos.

Mas agora é diferente. Tu já fez isso outras vezes. Já foi pro mar do Caribe e já fez o mochilão pela Europa. No começo foi tudo emocionante e marcante, mas depois de alguns meses notamos que a Terra Prometida não é tão massa quanto imaginávamos.

Aí, aquela mesma voz que te botou pilha para fugir, vai balbuciar em sua mente:

“Cara, isso ai tudo que você está querendo fazer novamente é legal, mas… e a tua previdência privada, tá em dia? Comprou tua casa própria? Ficar viajando pelo mundo é divertido, mas tu tem contas pra pagar – e elas tendem a aumentar com chegada dos teus futuros filhos.”

E agora, José?

Tela azul

“Pénh!” – Travou tudo!

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O Fluxo

Você pode até não se identificar 100% com os dilemas acima, mas em algum momento da vida isso irá acontecer – se é que já não aconteceu.

Recentemente me deparei com essas encruzilhadas em minha vida. Conversa de bar com amigos recém-formados evidenciavam a presença desses questionamentos em nossas mentes. Até que um dia me propus o seguinte desafio:

E se não precisássemos mais escolher entre trabalhar e ser plenamente feliz?

Foi aí que descobri que algumas pessoas já estavam criando alternativas mais interessantes para suas vidas. Nessas reflexões sobre o fluxo da vida, descobri que se começarmos um processo de autoconhecimento, muitos caminhos se abrirão. Caminhos que nos levam à satisfação de fazer algo que atende aos nossos desejos, e também possa ser remunerado.

Essa é a essência da conversa que proponho com este Vilaj Talk:

Os slides do Vilaj Talk estão aqui.

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Ítalo Mendonça